Poucas pessoas têm conhecimento a respeito do mercado negro que se
desenvolve por trás da medicina que se vê. A publicidade que circunda
alguns medicamentos na mídia e os acordos internos e secretos que se
constroem entre médicos, profissionais da saúde e a indústria
farmacêutica passa despercebido aos olhos daqueles que não têm acesso
privilegiado a este universo.
O primeiro ponto, a propaganda de medicamentos, vai contra a
própria indicação de médicos e órgãos governamentais, que prega contra
a automedicação. De que forma ensinaremos uma população a não
automedicar-se, se a televisão apresenta propagandas sobre
antitérmicos, analgésicos, medicamentos para dores de cabeça, gripes,
etc?
Quanto ao segundo ponto, os acordos de mútua colaboração entre
profissionais de saúde e laboratórios, se configura em crime. Além de
representar uma forma semelhante de automedicação. Pois induz a
resistência, do organismo humano e dos microorganismos, em relação aos
fármacos.
Tudo isto é antiético e um tanto perigoso. Receitar, aos pacientes,
remédios que não seriam necessários, acaba sendo exatamente o mesmo
que ingerir medicação sem receita. Afinal, se receitamos um
medicamento desnecessário, estamos agindo de forma semelhante à
vizinha que já fez uso de determinada medicação, sentiu-se satisfeita,
e indica o seu uso à todas as pessoas do bairro.
Não vejo como se possa combater este tipo de atitude, a não ser por
denúncia formal às autoridades cabíveis. Mas estes casos são de
difícil comprovação. E portanto, de difícil combate. No entanto, ainda
acredito que transmitir valores éticos aos alunos dos cursos da saúde
e dar bons exemplos, sejam boas maneiras de agirmos contra este
mercado. Apesar de sabermos que o dinheiro compra as mentes
ambiciosas, precisamos crer nas pessoas... Ou perderemos a motivação
para lutar por uma sociedade menos gananciosa.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
RACISMO E PRECONCEITOS
O racismo é apenas uma das formas de discriminação. Todo tipo de
conceito gerado a partir de uma característica isolada representa uma
maneira de preconceito. Seja ele racial, sexual, intelectual,
comportamental, etário, social, ou qualquer outra forma de se julgar
as capacidades de uma pessoa. Fala-se mais intensamente em racismo,
pois o Brasil passou pela experiência da escravidão negra.
Porém, em nosso país, ainda existem muitas formas de escravidão e
exploração. Professores que julgam os alunos previamente por sua
classe social ou estilo pessoal. Cito como exemplo uma colega do
ensino médio, que escrevia maravilhosamente. Mas era bastante
introvertida em aula. A professora de português não aceitava as fichas
de leitura e redações da aluna, acreditando que não fossem de autoria
própria, que alguém a ajudava a fazer os trabalhos.
Eu mesma passei por situação parecida. Compusemos uma redação sobre
o desarmamento, uma colega e eu, em dupla. Fiz quase todo trabalho
sozinha e, a mesma professora julgou que o mérito fosse da minha
colega. Bastante lógico, do ponto de vista preconceituoso da
sociedade. Afinal, quem pensaria que a aluna cega fosse mais
inteligente que a outra?
Quantas pessoas, experientes e qualificadas, são rejeitadas em
vagas de emprego pela sua idade. Sem falarmos dos preconceitos
sexuais, com mulheres, homossexuais, etc. Aqui, na serra, considero
muito forte o preconceito social, obtido pelas aparências. Se tu tens
um sobrenome bem visto, se veste dentro dos padrões de moda, de
preferência a moda que custa bem cara, tu és avaliado como sendo "o
fulano de tal".
Em oposição a isso, existem grupos excluídos pela sociedade, que se
comportam com os outros, da mesma forma com que os outros se comportam
com eles. Eu sempre fui uma "mettal girl", entretanto, não acho que
uma mulher precise perder a feminilidade usando All Star e camiseta de
banda punk, só para se tornar uma legítima rocker. Por causa disso,
fui rejeitada por grupos mais dark, porque não acreditavam que eu
realmente pensasse como eles, afinal, eu não me vestia como eles.
Mas eu acredito que o preconceito pode ser aceito ou não. A maioria
das pessoas aceita ser aquilo que os outros imaginam que ela seja, e
passa a se comportar como tal. Enquanto que outros, simplesmente
ignoram e mostram que não são nada disso. Tudo é uma questão de
atitude. É preciso ter uma personalidade bastante forte e um sistema
emocional equilibrado para se lidar com tudo isso, mas não é
impossível, basta querer.
conceito gerado a partir de uma característica isolada representa uma
maneira de preconceito. Seja ele racial, sexual, intelectual,
comportamental, etário, social, ou qualquer outra forma de se julgar
as capacidades de uma pessoa. Fala-se mais intensamente em racismo,
pois o Brasil passou pela experiência da escravidão negra.
Porém, em nosso país, ainda existem muitas formas de escravidão e
exploração. Professores que julgam os alunos previamente por sua
classe social ou estilo pessoal. Cito como exemplo uma colega do
ensino médio, que escrevia maravilhosamente. Mas era bastante
introvertida em aula. A professora de português não aceitava as fichas
de leitura e redações da aluna, acreditando que não fossem de autoria
própria, que alguém a ajudava a fazer os trabalhos.
Eu mesma passei por situação parecida. Compusemos uma redação sobre
o desarmamento, uma colega e eu, em dupla. Fiz quase todo trabalho
sozinha e, a mesma professora julgou que o mérito fosse da minha
colega. Bastante lógico, do ponto de vista preconceituoso da
sociedade. Afinal, quem pensaria que a aluna cega fosse mais
inteligente que a outra?
Quantas pessoas, experientes e qualificadas, são rejeitadas em
vagas de emprego pela sua idade. Sem falarmos dos preconceitos
sexuais, com mulheres, homossexuais, etc. Aqui, na serra, considero
muito forte o preconceito social, obtido pelas aparências. Se tu tens
um sobrenome bem visto, se veste dentro dos padrões de moda, de
preferência a moda que custa bem cara, tu és avaliado como sendo "o
fulano de tal".
Em oposição a isso, existem grupos excluídos pela sociedade, que se
comportam com os outros, da mesma forma com que os outros se comportam
com eles. Eu sempre fui uma "mettal girl", entretanto, não acho que
uma mulher precise perder a feminilidade usando All Star e camiseta de
banda punk, só para se tornar uma legítima rocker. Por causa disso,
fui rejeitada por grupos mais dark, porque não acreditavam que eu
realmente pensasse como eles, afinal, eu não me vestia como eles.
Mas eu acredito que o preconceito pode ser aceito ou não. A maioria
das pessoas aceita ser aquilo que os outros imaginam que ela seja, e
passa a se comportar como tal. Enquanto que outros, simplesmente
ignoram e mostram que não são nada disso. Tudo é uma questão de
atitude. É preciso ter uma personalidade bastante forte e um sistema
emocional equilibrado para se lidar com tudo isso, mas não é
impossível, basta querer.
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