sexta-feira, 4 de maio de 2012

RACISMO E PRECONCEITOS

O racismo é apenas uma das formas de discriminação. Todo tipo de
conceito gerado a partir de uma característica isolada representa uma
maneira de preconceito. Seja ele racial, sexual, intelectual,
comportamental, etário, social, ou qualquer outra forma de se julgar
as capacidades de uma pessoa. Fala-se mais intensamente em racismo,
pois o Brasil passou pela experiência da escravidão negra.
Porém, em nosso país, ainda existem muitas formas de escravidão e
exploração. Professores que julgam os alunos previamente por sua
classe social ou estilo pessoal. Cito como exemplo uma colega do
ensino médio, que escrevia maravilhosamente. Mas era bastante
introvertida em aula. A professora de português não aceitava as fichas
de leitura e redações da aluna, acreditando que não fossem de autoria
própria, que alguém a ajudava a fazer os trabalhos.
Eu mesma passei por situação parecida. Compusemos uma redação sobre
o desarmamento, uma colega e eu, em dupla. Fiz quase todo trabalho
sozinha e, a mesma professora julgou que o mérito fosse da minha
colega. Bastante lógico, do ponto de vista preconceituoso da
sociedade. Afinal, quem pensaria que a aluna cega fosse mais
inteligente que a outra?
Quantas pessoas, experientes e qualificadas, são rejeitadas em
vagas de emprego pela sua idade. Sem falarmos dos preconceitos
sexuais, com mulheres, homossexuais, etc. Aqui, na serra, considero
muito forte o preconceito social, obtido pelas aparências. Se tu tens
um sobrenome bem visto, se veste dentro dos padrões de moda, de
preferência a moda que custa bem cara, tu és avaliado como sendo "o
fulano de tal".
Em oposição a isso, existem grupos excluídos pela sociedade, que se
comportam com os outros, da mesma forma com que os outros se comportam
com eles. Eu sempre fui uma "mettal girl", entretanto, não acho que
uma mulher precise perder a feminilidade usando All Star e camiseta de
banda punk, só para se tornar uma legítima rocker. Por causa disso,
fui rejeitada por grupos mais dark, porque não acreditavam que eu
realmente pensasse como eles, afinal, eu não me vestia como eles.
Mas eu acredito que o preconceito pode ser aceito ou não. A maioria
das pessoas aceita ser aquilo que os outros imaginam que ela seja, e
passa a se comportar como tal. Enquanto que outros, simplesmente
ignoram e mostram que não são nada disso. Tudo é uma questão de
atitude. É preciso ter uma personalidade bastante forte e um sistema
emocional equilibrado para se lidar com tudo isso, mas não é
impossível, basta querer.

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